História de Collin Black

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História de Collin Black

Mensagem por Collin Black em Dom Mar 11, 2012 2:42 pm

“Quando a bomba Little Boy acertou o Hiroshima, até minha caverna que se localiza a 30 Kilômetros de profundidade sentiu os tremores, uma guerra estava se aproximando, eu podia sentir isso.”
Black, 1945
Depois de ler este trecho de meu caderno de bolso começo a me lembrar de algumas coisas, alguns pentagramas, alguns corpos, alguns tubos de ensaio e alguns cadernos, mas nada de algum tipo de informação que revelasse minha pesquisa, tinha certeza que era importante, pois quando acordei no meio daquele gelo, mesmo sabendo que meu mono motor não voava tão alto tinha tentando, como sempre me atirando para a morte sem problema algum se eu proteger oque importa, mas nesse caso não sei do que se trata a pesquisa, somente sei oque tem neste caderno com a capa e algumas folhas ainda congeladas, eu poderia ter sobrevivido sozinho, ou poderia viver com alguém nunca soube, mas um dia irei encontrar meu laboratório, o único problema é que ele está no Japão, em um local totalmente desconhecido debaixo de Hiroshima, eu iria demorar para acha-lo, mas não iria desistir da pesquisa, precisaria de tempo até descobrir oque tudo oque tinha em mãos significava e depois descobrir o resto, oque tinha em mãos parecia ser importante por estar em uma língua antiga que eu adorava. Agora em cima de um barco em direção ao tal acampamento de que tanto ouvi falar na vida estava mais perto, já que cai no Alaska estava indo de barco para NY, a vida inteira todos vem me falando que o acampamento se encontra lá, mas a pesquisa devia me manter longe de lá, não sei ao certo, mas agora precisava me recuperar, e sozinho não tinha como neste momento, com fome, frio e confuso, não sabia como mas estava tudo bem diferente de antes, o barco de pesca em que eu estava viajando tinha muitos monitores, como os que me lembro que estão em uma memória ao lado de uma pilha de papéis.
“Como começo da Guerra Fria fui imediatamente chamado por um colega para ir servir de novo, como no ataque a Nagasaky, não tinha como eu recusar, já que estava ali em minha caverna graças ao dinheiro que ganhei em Nagasaki e na revista de Hiroshima, então juntei alguma coisas e fui embora”
Black, 1947
Ao ler esse trecho coloco o caderno de volta no bolso do casaco, me viro para o pescador que estava me levando para NY e perguntei:
Estamos longe senhor?
E o pescador somente respondeu que não com um aceno de cabeça, quando se passou alguns minutos vi a Estatua da Liberdade, então o pescador encostou nas docas, eu o paguei e fui embora, com as únicas coisas que tinha em mãos, meu caderno, minha capa, meu cetro e meu livro de magias, fui andando a pé até o local onde haviam me assegurado de que era o acampamento, me deparei com um dragão enorme deitado no topo da colina, cheguei perto dele e ele continuou imóvel, passei por ele e entrei no acampamento, já ali do topo ouvia os treinos na arena e na floresta, tudo estava bem agitado, não se parecia nem um pouco com o Japão mas era bem confortável ali, sabia que o responsável pelo acampamento era um centauro, seu nome era Quíron, que desde os tempos de Hercules treinava semi deuses, ainda não havia encontrado com ele pessoalmente, mas parecia ser uma pessoa interessante pelo oque ouvi, como estava cansado, me deitei ao pé de uma árvore e li mais um trecho de meu caderno.
“Com o inicio da Guerra Fria fui obrigado a abandonar meu laboratório no Japão e fugir para o Ocidente, agora estou sobre voando o Alaska e o motor está falhando e a gasolina acabando, irei tentar pousar na cidade mais próxima, mas não sei se vou conseguir chegar lá, talvez seja a ultima vez que eu escreva aqui.”
Black, 1950
E essa era a ultima página que estava escrita no caderno, como eu havia sobrevivido e tinha uma caneta no bolso decidi escrever no caderno.
“Sobrevivi a queda do avião, mas parece que fiquei um tempo congelado, as coisas não são mais como antes, agora há carros bem mais rápidos pelo oque examinei até agora os celulares mais avançados não são mais de exclusividade militar, agora há celulares que inclusive falam com você, você pede para ele ligar para alguém e ele liga. Agora os carros tem televisões, existem computadores bem mais avançados, alguns parecem folhas de papel, e alguns você carrega no bolso, bem, voltando ao foco, não sei sobre oque minha pesquisa se trata, depois de acordar de meu coma fui direto para o acampamento meio sangue, estava com fome, sede e confuso, precisava falar com Quíron, então vou procura-lo assim que chegar lá.”
Black, 2012
Me levantei e desci a colina em direção a um senhor em uma cadeira de rodas, imaginei que seria um campista que perdera o movimento das pernas, quando cheguei perto dele o cumprimentei falando.
Olá nobre campista, você por acaso saberia onde está Quíron?
O senhor olhou para mim de cima a baixo e depois respondeu saindo da cadeira.
Estou aqui.
Quando o vi pela primeira vez fiquei meio atordoado pois nunca tinha visto tão belo centauro, depois de “voltar a realidade” fiz reverencia para ele e depois me levantei perguntando a ele.
Onde há comida e água jovem centauro?
O centauro apontou para dentro da casa e entrou, peguei minhas coisas e entrei, contei de tudo oque me lembrava para ele e como tinha chego até ali, depois ele me pediu para ler o caderno, entreguei o caderno meio molhado a ele, depois de ler o caderno me entregou roupas novas e devolveu o caderno, em seguida disse.
Seu nome é Collin Black certo?
Assenti com a cabeça.
Há um parente seu que mora aqui já faz um tempo, agora ele tem uma família aqui dentro, casado e com duas filhas, você pode ir até a forja dele se quiser, é logo depois da floresta.
Depois disso coloquei a roupa que o centauro havia me dado e me dirijo até a forja de meu parente com o caderno na mão, chegando lá fui recepcionado por um cavaleiro gigante de metal, estava montado em seu cavalo e bloqueou minha passagem quando tentei ir para a área de construção da forja, então não tinha outra saída, gritei seu sobrenome, já que era o mesmo que o meu.
Black!!!!
Depois de alguns instantes apareceu um garoto forte e corado, parecia ter uns 20 e poucos anos, estava com a roupa própria para se forjar, deveria estar em um trabalho importante pois parecia tremer um pouco e seus braços pareciam cansados, quando me viu parecia ter me conhecido e parecia meio confuso. Olhando para ele também me lembrava um pouco de minha irmã, mas ela já deveria ter morrido, olhei para o garoto e falei.
Você é filho de Clair Black?
Ele assentiu com a cabeça, abri meus braços e disse.
Sobrinho.
E então lhe dei um abraço, antes de ele reagir perguntou.
Mas...como?
Então sentei em um dos sofás da forja e apontei para o espaço ao meu lado no sofá. Ele se sentou e expliquei tudo oque eu sabia, depois disso ele ficou feliz e me abraçou depois fui até o fundo de sua forja e cavei um buraco para construir um laboratório para mim, ele ficava embaixo do tanque de água e sua entrada é atrás da fornalha, então era bem escondido. Quando ele precisava eu o ajudava na forja, não é só porque eu sou filho de Hecate que não posso trabalhar em uma forja, então fazias as coisas mais simples, como arrumar os pedidos, trocar a madeira da fornalha, fazer a contabilidade, proteger a entrada da forja de monstros da floresta e também arrumava os livros que ele tinha na forja, totalmente desvalorizados. Sempre que podia ia para meu laboratório e tentava arrumar um jeito de ter minhas memórias de volta, sempre consultando meu livro, mas parecia que uma parte dele estava congelada, e as folhas não se soltavam, então só tinha o seguinte escrito nele:

Feitiço "Telbur" (NOVO) - Convocatório. Traz pequenos objetos comuns até você, cobrindo os terrenos mais próximos.
Feitiço "Bublio" (NOVO) - Bolhas de energia elétrica são criadas no ar ao seu redor. O feitiço é convocado muito rapidamente, com o simples pensar do semi-deus. É o que causa mais danos, dentre os iniciantes;
Feitiço "Annael" (NOVO)- Lança bombinhas de brasas contra seus inimigos. Tem chances de haver incêndios em locais combustíveis, ou muito fechados;
Feitiço “Voliarte” – Move pequenos objetos, como uma telecinese básica;
Feitiço “Ektrut” – Move o chão para desequilibrar o inimigo.
E então não havia jeito ou maneira de eu ter minhas memórias de volta neste instante, teria de ir atrás das informações, somente com um filho de Hades eu poderia encontrar facilmente meu antigo laboratório, mas ninguém pode saber oque há lá dentro, nem eu sei, mas se não há nada escrito no caderno deve ser secreto, então teria de esperar mais um tempo até poder viajar pelas sombras, pois ainda não sabia como o fazer, somente sabia fazer simples coisas, e ainda tinha de desenhar um pentagrama, se eu soubesse mais do que isso devia ter esquecido na queda, mas ainda não sabia se meu laboratório era exatamente embaixo de Hiroshima, só sabia que ele era no Japão, não sabia quase nada a meu respeito, e oque sabia era oque todos sabiam: Filho de Hecate, recém chegado no acampamento, tem um sobrinho da mesma idade, não sabe quase nada de seu passado. Nada mais, não sabia nem de onde tinha partido com o avião, mas talvez estivesse no caderno, então decidi ler outro trecho.
“Agora que estou no meio de uma guerra na África não posso mais fazer minha pesquisa aqui, vou ter que trocar meu laboratório de pais, acho que vou manda-lo para o Japão, não sei como sairei da guerra, mas irei cada vez mais em direção do Japão, talvez fique por lá, ninguém saberá que eu estou por lá, vamos logo com isso não aguento mais atirar em humanos comuns, tudo bem que já atirei em alguns semi deuses, mas são a minoria nessa guerra, a maioria está na guerra contra os titãs, mas eu não consegui fugir desta, e não vou poder ajudar quase em nada naquela, só pude mandar meu amigos com feitiços os protegendo, mas os feitiços já foram desfeitos por outro feiticeiro, não sei se já estão mortos ou ainda não, como sou o único semi deus presente no exercito agora na segunda guerra, sou o mais forte do nosso lado, sei aonde atirar quase em qualquer coisa, a única coisa que ainda não consegui para com só um tiro foi um bombardeiro, aqui na África estou em meu território, as tribos místicas daqui fertilizaram o solo com magias e feitiços, minha mira, meus sentidos, tudo está mais aguçado, desde que coloquei meu pé aqui na África ainda não perdi nenhum homem, estou a ponto de explodir das nossa trincheiras pra frente, mas não posso, senão iria deixar todo o mundo confuso, então decidi pedir um bombardeiro, eu irei fazer as explosões das bombas aumentarem, e direi que atirei granadas e minas terrestres, bem irei embora disso depois de acabar com a outra metade da África.”
Black, 1942
Bem sabia de umas coisas, era um bom militar, tinha explodido metade da África e não tinha participado de uma guerra entre os Deuses e os Titãs.
*Oque aconteceu*
Depois de Collin sair da segunda guerra ele levou seu laboratório para o Japão, logo abaixo de Hiroshima, e quando a guerra fria começou e ele serviu algumas vezes ele fugiu do Japão em um bimotor, que caiu quando ele estava sobrevoando o Alaska, e então ele foi para o acampamento e vive na forja de seu Sobrinho Christoper e anda atrás de suas memórias.

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