Volcandria

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Volcandria

Mensagem por David B. Dorris em Sab Fev 11, 2012 12:46 pm

Volcandria Capitulo I: O primeiro dia na nova escola
Era um dia quente de verão, não havia nuvens no céu e ele estava completamente límpido, os pássaros cantavam em malibu, e já haviam algumas pessoas na praia, algumas para surfar e outras para jogar vôlei, afinal eram as atividades preferidas dos habitantes da cidade de Los Angeles, todos sorriam alegremente, apesar de um novo ano letivo estava para começar, e o Jovem David teria que se mudar, sua nova escola ficava na Austrália e ele teria que abandonar tudo o que conheceu aqui para ir sozinho para um novo mundo, algo que ele nunca imaginou que visitaria, apesar que ele estava um pouco ansioso.
-Daviiiiiiiiiiiiiid, já está pronto para irmos ao aeroporto??
Sua mãe gritou, e logo ele respondeu:
-Espera um pouco mãe, to terminando de fazer minha mala!
-Mãe nada, meu nome é mamãe, senhor David Insta Dorris
-Esta bom mamãe, agora vamos, já terminei minha mala.

E então ele desceu as escadas de sua casa rapidamente, e antes que sua mãe pudesse pensar em uma resposta o garoto já estava em frente ao carro, chacoalhando sua mala alegremente, mas em seu rosto estava um sorriso triste, que fazia com que seus olhos vermelhos brilhassem ainda mais reluzentes. Era bom mudar, ainda mais para o outro lado do mundo, mas ele abandonaria tudo o que conquistou para ir à sua nova escola, todos os seus amigos, e o pior de tudo, a sua família.
Sua mãe entrou no carro, e um estalo ecoou, mas não era algo muito importante, era só o barulho que indicava que o porta malas do carro foi aberto, calmamente ele foi até a parte de tras do carro. Ele estava tão limpo que era capaz de ver no metal prateado de sua Mercedes a pele pálida do garoto. Ele colocou suas malas e bateu a porta, olhou para a praia e sorriu para o mar, ele ficaria um bom tempo sem aquela vista e não sabia o que o aguardava. Entrando no carro e ele disse:
-Mamãe, como será na escola... como... como é mesmo que ela se chama??
-Volcandria querido, lá você saberá mais sobre você e seu pai, e poderá escolher o caminho pelo qual seguira.
-Mãe... Eu não sei se vou saber como viver lá, eu nunca morei sozinho antes.

-David, o senhor já tem quinze anos, vai saber se virar, além disso, terá varias pessoas dormindo no mesmo dormitório que você.
Ele encostou sua cabeça no banco do carro e fechou seus olhos, ele pensava em todo o tempo que passou em sua antiga casa, e não pôde evitar um pequeno sorriso. Porém pouco tempo depois, ele acabou caindo no sono, talvez por estar com um pouco de medo da mudança, ou por ter ficado um bom tempo sem pensar em nada.
-David, David acorde, acabamos de chegar no aeroporto e seu voo esta quase saindo.
Ainda sonolento David abriu seus olhos, sua mãe o chacoalhava constantemente para que ele despertasse de seu sono, e logo que ele acordou, ela levou as mãos ao rosto em sinal de alivio e disse:
-Vamos eu já fiz o check in e agora você precisa embarcar.
Antes que o garoto pudesse processar as palavras de sua mãe ele já estava sendo arrastado por sua mãe para que chegasse na sala de embarque. Ainda meio cambaleante ele fala:
-Calma mãe ainda tem tempo
-Tempo?? Tempo?? Seu voo sai em cinco minutos!
-Cinco minutos??

E então agora quem estava correndo era David, e sua mãe já não podia acompanha-lo. Todos do aeroporto gritavam insatisfeitos pelo garoto correndo pelo aeroporto, e antes que todos pudessem pensar ele já estava na frente de todos aqueles na fila e olhando para uma moça ele disse:
-Oi, me chamo David e meu voo para a Austrália sai em cinco minutos.
-Garoto, você esta atrasado, vamos logo.

Seguindo a moça do embarque ele acena para sua mãe se despedindo dela. Agora ele entrava no avião, por sorte, seu acento era um dos primeiros e ele ficou com a cadeira do corredor, alguns passageiros gritavam insatisfeitos com a demora, mas tudo foi controlado pela aeromoça. Ao seu lado estava um homem que aparentava ter vinte e um anos estava com sua atenção no livro que ele lia, o livro era facilmente identificado “O que fazer quando se tem medo de Altura e precisa pegar um avião”.
-Olá eu sou David ^^’
Sem tirar seu olhar do livro o homem diz:
-Oi... Eu... Sou... Aleksander Nikolaevich.
-E então Aleksander, por que vai para a Austrália?? Eu estudarei na Volcandria, por isso terei que me mudar para lá.
-Você vai estudar na Volcandria?? – ele fecha o livro e diz – eu darei aulas lá.
-Nossa isso é... Legal, eu acho.

Então ele pega em seu bolso seu celular e os fones de ouvido, ele pretendia escutar musica para se distrair durante a viajem, e sem perceber ele começava a dançar ao som de Theory of Dead Man. Alguns passageiros olhavam assustados para ele, e cochichavam perguntando se este garoto era realmente normal, afinal ele dançava movimentando sua cabeça e fingia que tocava uma bateria imaginaria de olhos fechados, e alguns garotos mais novos imitavam a dança do menino. Depois de alguns minutos dançando de forma bastante peculiar ele já estava cansado, então ele encostou sua cabeça na poltrona do avião e fechou seus olhos, ele tentava dormir, pois a viajem seria um tanto quanto longa.
“SENHORES PASSAGEIROS, CHEGAMOS AO TERMINO DA VIAJEM, POR FAVOR SAIAM CALMENTE”
Ele abria os olhos lentamente, sua cabeça doía levemente, talvez pelo fato dele ter dormido a viajem inteira. Ao se levantar ele guardou seu celular que agora estava com a bateria quase no fim, e junto com aqueles que estavam no avião, andava lentamente para que pudesse desembarcar. Entediado ele andava calmamente pelo aeroporto, e quando menos esperava, foi abordado por um grupo de pessoas que diziam:
-Olá, você é o David certo?? Viemos para leva-lo para Volcandria, seu novo lar.
Então ele sorriu e assentiu, mas antes que pudesse falar já estava sendo guiado por aquelas pessoas, que o levaram para fora do aeroporto, aonde uma vã já esperava por eles, para leva-los à escola. Ele entrou na vã, e se sentou, logo depois aproximadamente outras vinte pessoas entraram na vã e uma garota loira de olhos azuis e que por algum motivo emitia um brilho dourado disse:
-Bom agora que estão todos aqui, podemos partir.
E então a vã entrou em movimento, adentrando na floresta, que era bastante extensa, ninguém no carro falava uma palavra, apenas esperavam que a viajem terminassem para que eles pudessem sair do espaço apertado do carro, e entrar na escola que eles tanto esperavam conhecer, afinal a maioria ali havia atravessado o mundo para chegar a nova escola o que causava uma certa empolgação um tanto quanto exagerada, mas do mais a viajem ocorreu normalmente.
Já no fim do dia eles chegaram a nova escola, David saiu da vã e suas malas apareceram um pouco a frente dele. Quando ele ia pega-las a garota que havia acompanhado-os na vã disse:
-Garoto, não precisa pegar suas malas, temos pessoas para fazer isto, mas você deve ir para a diretoria.
Ele escuta calmamente tudo o que a garota diz, e entra na construção em sua frente, na verdade não era uma escola comum, era um castelo, aparentava ter uns duzentos anos, e tinha algumas armaduras no primeiro corredor, que o levava a uma espécie de recepção, aonde havia uma outra garota, esta era ruiva, e tinha seus olhos negros, sua pele era tão pálida quanto a de David então, ele diz:
-Licensa, a senhora pode me falar aonde fica a diretoria??
-Primeira porta a direita, siga por aproximadamente 50 metros, e vire a primeira a esquerda.

Depois de ser respondido o jovem David começa a explorar a escola, e por não saber ao certo quanto era os cinquenta metros, ele decide contar seus passos, a cada dois passos deveria ser um metro, então se ele desse cem passos logo chegaria a diretoria. Depois de aproximadamente oitenta passos, ele ve uma porta com detalhes dourados sobre ele escrito:
“Sala da Diretora Luna”
-Bom deve ser aqui.
Ele bate na porta, e entra no local, sentada em uma cadeira de costas para a porta, e mais precisamente de costas para David, estava Luna, então ela se vira para David e ele ve um par de orelhas semelhantes a de uma raposa porem em escala muito maior, aproximadamente cinco vezes maior. Olhando para o garoto a diretora diz:
-Olá eu sou Luna, a diretora da escola e uma Youkai.

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Re: Volcandria

Mensagem por David B. Dorris em Sab Fev 11, 2012 8:20 pm

Volcandria Capitulo II: O novo começo
“Sala da Diretora Luna”

-Bom deve ser aqui.
Ele bate na porta, e entra no local, sentada em uma cadeira de costas para a porta, e mais precisamente de costas para David, estava Luna, então ela se vira para David e ele ve um par de orelhas semelhantes a de uma loba porem em escala muito maior, aproximadamente cinco vezes maior. Olhando para o garoto a diretora diz:
-Olá eu sou Luna, a diretora da escola e uma Youkai.
David olhava meio assustado então ele diz:
-Vo... você tem orelhas de lo-lobo.
Sorrindo a diretora responde:
-Lógico bobinho, como eu disse eu sou uma Youkai, mas vamos ver o que você é.
Ela abre sua gaveta e tira um pote que continha uma espécie de areia que ficava voando dentro do pote e nunca parava de se movimentar, era algo que o David nunca havia visto antes, era algo novo e completamente fascinante para o garoto. Ela abre o pote e pega um pouco da areia supostamente magica e joga por cima do garoto, como se fosse aquele famoso pó de pirinpinpin, porém segundos depois algo estranho acontece, asas vermelhas surgem no garoto, e surge um par de chifres, seu cabelo fica com algumas mechas vermelhas e um sorriso de raiva preenche seu rosto, então sorrindo a diretora pega um pote com varias cenouras e morde uma. Então David volta ao normal, olha para ela e diz:
-O-oque eu sou?? E se você é meio loba, porque como cenouras??
Ela da uma mordida na cenoura e diz:
-Bom aparentemente você é um ashtaar, uma espécie especifica de demônio, muito poderosa, e bem, eu como cenouras porque eu sou vegetariana, irônico não??
-Sim, bastante irônico, mas agora, para onde eu devo, preciso de meu horário, e bem, seria bom saber qual o meu dormitório e também aonde ele fica.

Ela abre uma outra gaveta e pega um papel dizendo:
-Suas aulas começam amanhã, e bem, seu dormitório, é só voltar a recepção, e virar a primeira porta a direita, e quando você encostar na porta ele mudará, temos tecnologia magica nesta escola, algo que você jamais pensou que podia conhecer, e bem, tome cuidado garoto, Ashtaar’s não tem uma boa fama por aqui, mas você aprenderá em breve com suas aulas, por enquanto pense apenas em dormir bem esta noite, e aproveitar tudo o que a escola pode te oferecer, amanhã você terá sua primeira aula e poderá escolher qual será sua classe.
O garoto sorri, e se levanta para que possa ir ao seu quarto, o tempo passava incrivelmente rápido naquela escola, para ele, ele estava apenas a alguns segundos conversando com a diretora, mas já havia anoitecido, ele estava meio desconcertado, e o corredor era iluminado apenas por algumas tochas que faziam com que os corredores tivessem um tom um tanto quanto misterioso e a assustador, porém uma ideia não saia de sua cabeça, afinal porque os ashtaar’s não tinham uma boa fama naquela escola?? Isso era algo que ele não podia entender, e muito menos esquecer, então ele toca na porta e ela se abre, por alguns motivos tinha um rio de lava no meio do quarto, aparentemente devia ser para lembrar o calor do inferno.
Ele tira sua camisa o que revela seus músculos que depois do incidente com o pó na sala da diretora estavam mais definidos, e logo depois ele tira seu colar e se joga na cama, ainda de tênis ele pensava na nova escola e em tudo que estava acontecendo, mas algo não saia de sua cabeça, por mais que ele estivesse curioso com o que aconteceu com aqueles que deveriam ser de sua raça, ele não tirava de sua cabeça a garota loira de olhos azuis da vã, e o pior era que além de constantemente pensar nela ele não sabia o nome da garota, o que o deixava terrivelmente angustiado. Ainda pensando na garota, ele acaba pegando no sono apesar, de ainda ser aproximadamente 8:00 pm ele tem um sono agradável.
No outro dia David acorda com um coro de ninfas que soavam como um despertador em seu quarto, em volcandria as atividades escolares começavam as 07:00 am e todos os estudantes deviam estar de pé as 06:30 por isso, todos eles eram acordados ao mesmo tempo e eram avisados para se dirigir ao refeitório. Ele colocou uma camiseta de uma de suas bandas favoritas, a Theory of a Deadman, e uma calça jeans preta, acompanhada de um par de tênis da adidas para que ele pudesse ter um dia menos cansativo e de certa forma confortável. Ele sai de seu quarto e vai para o refeitório, aonde serviam o café da manhã, naquele dia, eles tinham uma espécie de bolo de coloração esverdeada, um mingau roxo e uma cesta de maçãs. Ele decide que comeria o mais confiável, maçãs, afinal ele não sabia de que eram feitos os outros itens para o café.
Um comunicado ecoou pelo refeitório:
“ESTUDANTES VÃO PARA A RECEPÇÃO AONDE ESCOLHERAM O TIPO DE ARMAS QUE USARAM PARA SE DEFENDER.”
Depois de escutar o comunicado, ele decide que iria o mais rápido possível para evitar filas, então ele resolve correr até lá. Sua ideia funciona, até que ele esbarra com uma garota de olhos azuis, cabelos pretos e pele incrivelmente branca, ela devia ter mais de 1.50 m, mas pelo fato de David ter quase 1.90 m ele havia perdido um pouco a noção de altura, ainda meio fascinado pela beleza da garota ele chega na recepção. Dois garotos estavam em sua frente, um dos garotos escolhe que seria um escudeiro, então recebe um escudo com uns 5 metros de diâmetro, e o outro decide que seria um engenhoqueiro, assim recebendo uma caixa de ferramentas e um livro. Uma maquina fala:
-Qual será sua classe jovem guerreiro.
-E-eu não sei, acho que serei um pistoleiro, minha mãe falou que meu pai era bom com espadas, e para ser rebelde usarei armas.
-Ótima escolha.

E então duas pistolas saíram da maquina, o garoto as pegou, e colocou uma em cada lado da cintura, ainda meio desajeitado, afinal ele nunca havia tocado em uma arma, a não ser as facas de cozinha que sua mãe tinha em casa. Com as armas na cintura ele entra em uma sala, aquela seria sua primeira aula, eles aprenderiam estudo de raças e classes.
Ao entrar na sala, ele se senta e uma garota de cabelos negros entra na sala, espantado ele percebe que aquela garota era a mesma que ele havia encontrado no refeitório, ela fala:
-Olá pessoas, eu sou Neferet, e ensinarei a vocês sobre as raças e classes, para que possam se sair um pouco melhor aqui.
-Ahn... Olá Nefe... Neferet, certo??
-Sim, eu sou Neferet, mas já que você disse podem me chamar de Neferet, bem vocês tem alguma duvida inicial??
-Sim, eu tenho uma, todas as professoras são assim como você??
-Bem, assim como senhor... ??
-Bom, eu me chamo David, e bem, como eu dizia encantadoras.
-Senhor David, a beleza varia do ponto de vista de quem vê, mas fico grata pelo elogio. E então vocês tem alguma duvida??

David se cala, e ninguém na sala se pronuncia, por tanto a professora Nefe começa a fazer sua explicação sobre as raças existentes. O sinal toca, e todos os estudantes menos David saem da sala. O garoto se aproxima da professora e puxa pela cintura, demonstrando que a beijaria, porém quando seus lábios estavam prestes a tocar os de Nefe, ele sorri e sai da sala deixando-a confusa.
Ainda meio sem rumo, ele leva a mão para o bolso aonde ele pega seu horário e descobre que sua próxima aula seria de mecânica.
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Re: Volcandria

Mensagem por David B. Dorris em Dom Fev 12, 2012 4:34 pm

Volcandria Capitulo III: O início das reviravoltas


David se cala, e ninguém na sala se pronuncia, por tanto a professora Nefe começa a fazer sua explicação sobre as raças existentes. O sinal toca, e todos os estudantes menos David saem da sala. O garoto se aproxima da professora e puxa pela cintura, demonstrando que a beijaria, porém quando seus lábios estavam prestes a tocar os de Nefe, ele sorri e sai da sala deixando-a confusa.
Ainda meio sem rumo, ele leva a mão para o bolso aonde ele pega seu horário e descobre que sua próxima aula seria de mecânica.
Ele andava confuso pelos corredores da escola ainda não havia encontrado a sala de mecânica, e estava confuso sobre tudo que estava acontecendo, principalmente ao fato dele ver sua professora Neferet como uma garota, até porque ela já era uma mulher, aparentava estar no auge de seus vinte e três anos, e ele era só mais um garoto de quinze anos que não sabia o que queria da vida, nem o que pensava em ser ou seguir, mas a verdade é que ele não sabia quem era, ele nunca havia ouvido falar na raça Ashtaar e não fazia ideia do que ela era, mas segundo sua diretora, Luna, ele logo saberia sobre seu passado e sobre sua raça.
Quando ele menos esperava encontrou com a loira de olhos azuis, apesar de ter um interesse incomum por ela, tudo que conseguiu falar foi:
-Olá, você pode me ajudar?? Estou meio perdido.
-Bom, eu posso tentar, você quer ir para onde??
-Olha, eu pretendo ir para a sala de mecânica, segundo meu horário lá é minha segunda aula.
-Interessante você tem dois revolveres e vai ter aula de mecânica?! Bem, a sala de mecânica é a segunda à direita.
-Obrigado ga-senhorita.

Então ele pega uma de suas armas e começa a examina-la, de fato era um revolver e não uma pistola como ele havia pensado na primeira vez que havia examinado. Ela era um pouco pesada, aparentemente seis quilos e tinha capacidade de seis projeteis, pena que ele só havia recebido as armas carregadas, e nenhuma munição extra, aparentemente ele teria que se virar para conseguir mais, e não sabia como fazer isso, mas sabia que o professor de mecânica podia aprimorar sua arma. Coloca seu revolver na cintura, e bate na porta, sim ele havia chegado a sala de aula, depois de escutar um “entre” ele cuidadosamente abre a porta. Seu professor deveria ter uns vinte e cinco anos, seus cabelos cacheados estavam levemente chamuscados, dando um tom diferente aos seus cabelos castanhos. Com uma expressão meio surpresa ele diz:
-Posso ajudar garoto??
-Sim, eu estou meio atrasado, mas segundo meu horário minha aula é aqui.
-Então entre, e não se atrase novamente.

Ao entrar na sala, David se senta na frente, era sua única opção já que os outros lugares estavam todos ocupados e ele não podia pedir para que outros alunos cedessem seus lugares para que ele sentasse mais ao fundo, mas poucos minutos depois o professor diz:
-Garoto, você que chegou atrasado, levante-se e me mostre isso que esta em sua cintura!
Ainda confuso David se levanta, e pega seu par de revolveres colocando-os sobre a mesa do professor, que pega um deles e começa a examinar, ele olhava atentamente cada detalhe da arma, desde o cano, que aparentava ter cano de alma lisa, e o tambor que para o professor era incrivelmente fascinante, ele fala:
-Esse... esse revolver é um taurus judge, ele dispara como uma escopeta, como você conseguiu um desses??
-Bem, eu apenas disse que seria um pistoleiro na recepção e me entregaram esta arma.
-Ora, se você é um pistoleiro não devia estar aqui, afinal esta é uma aula para engenhoqueiros, olhe a sua volta, só temos estes presentes.
-Desculpa professor, mas no meu horário diz que minha aula é aqui!

Ele diz isso esticando seu horário para o professor, que confere e meio abismado diz:
-Pelo que vejo seu horário esta errado, mas como você esta aqui, assista minha aula – ele faz uma pausa e diz – bem alunos, vamos começar com algo simples, pegue suas ferramentas que ensinarei como podem construir uma coruja para que observe se tem algo aproximando, assim poderão dormir quando estiverem em campo.
Ele pega uma chave de fenda e começa a mexer em um modelo de metal que tinha as formas de uma coruja, ele pega algumas engrenagens e começa a fazer algumas alterações, até que elas se liguem para que seu trabalho estivesse completo. Então com um cuidado assustador e de certa forma exagerado, ele coloca as engrenagens dentro do modelo de coruja, que faz com que os olhos dela se acendam e ela chacoalhasse suas asas. David olhava maravilhado, nunca havia visto algo similar, até para países evoluídos como EUA demoraria alguns dias para fazer algo similar, mas ele havia terminado em minutos.
-Bom... Classe vocês podem tentar agora – disse o professor entregando um kit com ferramentas para cada aluno e depois de entregar para todos ele diz – a proposito, meu nome é Ichirou.
Meio confuso o garoto pega aquelas ferramentas, e tenta seguir os passos do professor, mas a cada vez que ele tocava em uma engrenagem ele via uma possível explosão, e isso só fazia ele pensar que não havia nascido para aquilo, afinal ele pretendia ser um pistoleiro não um engenhoqueiro, e de tanto persistir ele consegue terminar de montar, e por estar na frente acaba que Ichirou pega o dele primeira e diz:
-Bem... vamos ver se este se saiu bem em seu trabalho!
Ele joga a coruja para cima, ela pisca os olhos e cai sobre a mesa, segundos depois ela explode, e todos da sala começam a rir do fracasso alheio, sorrindo David diz:
-Acho que errei um pouquinho
Todos da sala voltam a rir, e Ichirou descontente diz:
- Um pouquinho?? Acho que explosões demonstram um grande fracasso, se você tentasse se esforçar o tanto que tenta aparecer se sairia muito melhor do que se saiu agora.
-Me desculpe professor, mas acho que esqueceu que eu sou um pistoleiro e não um engenhoqueiro.
-Enquanto estiver nesta sala você se torna um engenhoqueiro independente da arma que usa.
-Tudo bem, eu tento de novo, mas dessa vez eu tentarei usar as instruções.

Ichirou entrega um novo kit para David e diz “desta vez sem falhas”. Então o jovem Ashtaar começa a mexer com aquelas peças, mas desta vez ele mexeu com tamanha facilidade e agilidade, mudando até um pouco as instruções para que obtivesse um resultado aprimorado, e quando terminou a coruja ligou seus olhos, e levantou voo, porém ela voava descontroladamente e antes que o garoto pensasse no que dizer, uma voz fina disse:
-O-oque des-seja senhor??
Ichirou aplaudiu, ele nunca tinha imaginado que o garoto obtivesse um resultado tão promissor, ele até pensava em mudar a carreira de David para engenhoqueiro. A coruja pousa sobre o ombro do garoto, e o sinal toca. Aquela aula havia terminado e agora seria o almoço.
David entreva no refeitório, sua nova coruja estava em seu ombro como se fosse uma sentinela e dizia:
-Hei senhor, já pensou em qual vai ser meu nome??
-Pichi, vou chamar você de Pichi.
-Pichi?? Tudo bem então mestre, já pensou no que vai comer, vejo um ótimo espaguete a distancia.
-Sabe Pichi, você não precisa me chamar sempre de senhor ou mestre, eu também respondo por David, sabia??
-Ok mestre, a partir de agora será apenas David.

David andava sorridente, agora ele tinha uma super coruja que fala e além do mais, não seria tão solitário, e tudo isso no segundo dia de aula, sem contar as armas que ele havia recebido. Seu sorriso estava de orelha à orelha e ele não podia esconder, mas quando viu a professora Nefe sua expressão mudou, ele voltou sua atenção para a fila para a comida e quando chegou sua vez ele disse:
-Vou comer esta gelatina roxa.
A senhora que servia a comida riu e disse:
-Certo, gelatina.
E colocou um pouco no prato do garoto. Ele foi até uma mesa e pegou uma colher, e comeu um pouco da sua comida roxa e disse para Pichi:
-O que você acha que ela quis dizer com “certo, gelatina”
-David, o senhor sabe que isso é cérebro de agua viva, né??
-Mas o que?? Cérebro de agua viva?? Por que ninguém me disse nada??
-Uai, eu pensei que o senhor soubesse.

David usava sua colher para raspar a língua enquanto Pichi dava uns grunhidos que pareciam risadas, todos olhavam para David sem entender o motivo. Ele se levantou e pegou uma maçã e murmurou:
-Parece que vou viver de maçãs aqui!
Pichi soltou mais alguns grunhidos e disse:
-Hei mestre, qual a nossa próxima aula??
-A nossa eu não sei, mas eu tenho combate a distancia, aonde será que fica??
-Ah, você esqueceu que tem uma coruja como mascote?? Posso descobrir rapidamente.

Pichi levantou voo, e voou por toda a escola procurando o campo aonde seria a aula de combate a distancia e pouco tempo depois voltou, a escola era grande, mas uma coruja robô era bastante rápida e nada podia impedi-la. Ela pousa no ombro de David e diz:
-Simples, vamos sair da escola e ir para a arena, lá haverá aula de combate a distancia no complexo superior enquanto o complexo subterrâneo terá aula de combate a curta distancia.
-Obrigado Pinchi, preciso correr, não quero me atrasar de novo.

Ao terminar de dizer estas palavras, o garoto começa a correr, e algo estranho acontece, duas asas vermelhas surgem e por alguns instantes ele voa, mas logo elas desaparecem e ele cai no chão, Pinchi que havia saído do ombro de David antes dele cair no chão diz:
-Não sabia que o senhor podia voar.
-Bom, eu também não.

David se recupera da queda e volta a correr, ele deveria chegar na arena o mais rápido possível, depois de tropeçar varias vezes na escada, ele chega ao local, e o professor havia acabado de chegar. Ele olha em volta e ver que não havia apenas pistoleiros, mas haviam arqueiros, e lanceiros, pelo que ele sabia, os lanceiros aprendiam como arremessar suas lanças e por isso eles tinham que assistir estas aulas.
-Olá alunos, hoje eu darei aula de combate a distancia para vocês, como eu não sou o professor titular, então não falarei meu nome.
Ele aponta para alguns alvos e diz:
-Bem, vocês deverão acerta-los, vamos treinar mira, já que é algo muito importante em combate a distancia.
David pega um de seus revolveres e vai para uma marca que ficava em frente a um dos alvos, ele mira e tenta acertar o centro do alvo, porem seu revolver disparava como uma espingarda e o impacto fazia com que ela vibrasse. Assim que ele disparou, o impacto fez com que ele errasse o alvo, na verdade ele atirou muito longe, ele fez com que o projetil acertasse uma arvore que estava a quase cem metros do alvo, e logo vendo o erro do garoto, o professor foi até ele tentando auxilia-lo. Ele mexeu na postura de David e colocou as mãos sobre as do garoto, e mirando disse para ele mirar e disparar quando achasse que fosse acertar o centro. Seguindo as ordens do professor, ele seguiu suas instruções e acertou um pouco acima do centro, foi um grande progresso considerando seu ultimo tiro.
Depois de ver que David havia aprendido como fazer, ele vai ajudar os outros garotos. Pichi fica meio assustada com a quantidade de disparos, mas não sai do ombro de seu dono, sendo uma boa coruja, e brincando um pouco de pular de um ombro para o outro. A aula transcorre normalmente, até que o sinal toca, e o professor indica uma mesa aonde, todos os alunos poderiam recarregar suas armas, mas David, como sempre tentando se aproveitar da situação, pega algumas capsulas e guarda em seu bolso.
Calmamente ele sai da arena, ele havia feito todos os seus compromissos, no caso as aulas, a próxima coisa que ele deveria fazer seria jantar, mas como ainda faltava uma hora e meia, ele resolve ir para seu quarto. Depois de entrar ele fecha a porta e diz para Pichi:
-Bom esse é o nosso quarto.
-Bem, você não acha meio quente??
-É legal.

Então ele ouve batidas, na porta, ele se aproxima e quando abre a porta, se depara com Neferet que diz:
-Posso entrar??


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Re: Volcandria

Mensagem por David B. Dorris em Sab Fev 18, 2012 12:26 pm

Volcandria Capitulo IV
Ashtaar adormecido
David assente sem falar nada, e Neferet entra no quarto, ela olha em volta, vendo uma cama que estava ao lado de um armário, ambos brancos, e um pequeno lago de lava no meio do quarto. Piche voava em círculos sobre o lago, e logo pousou no ombro direito do garoto. Ela se vira e vê que atrás dela havia uma mesa com uma cadeira, e sobre ela estava um notebook, talvez para seus futuros trabalhos escolares, até porque nesses primeiros dias ele não havia conseguido tempo para ligar e quem sabe, conversar com seus amigos, pela internet.
Ele se joga sobre a cama fazendo com que piche saia de seu ombro, e aponta para a cadeira dizendo para que Neferet se sente. Segundos depois ele diz:
-Bem... O que te trás aqui??
-Olha, eu quero saber se você já conseguiu ficar na forma de Ashtaar.
-Porque todos falam desses Ashtaar’s??
-Ora, eles são uma raça muito poderosa, na hierarquia infernal estão acima dos demônios e são do nível de cavaleiros do apocalipse, na verdade os cavaleiros do apocalipse são escolhidos entre os Ashtaar’s. Portanto é importante que você desenvolva sua forma de Ashtaar e a controle, entendeu??
-Ahn... Acho que sim, entretanto eu nunca tentei me transformar em um.
-Agora é uma boa hora de tentar, afinal estou aqui, e conheço alguns truques para libertar sua verdadeira forma.
-Ta bom, né?? Fazer o que?!
-Olha, é o seguinte, tente se concentrar e buscar sua força interior, eu sei que é um baita de um clichê, mas ainda esta interior.

David se levanta e pula no lago de lava que ficava no centro de seu quarto, logo ele começa a pensar em alguns acontecimentos de infância, que havia mexido com ele. Logo uma pequena quantidade de energia vermelha fica em torno de seu corpo, contudo ela acaba se dispersando fazendo com que o garoto fique decepcionado com seu próprio resultado.
Nefe sorri e diz:
-Olha concentre-se, não deixe que suas emoções te dominem, e quando você tiver reunido energia suficiente, irei tocar em seu peito e fazer alguns símbolos, para que você precise de menos energia para se transformar.
David revira os olhos, e novamente tenta fazer com que ele canalize sua energia, porém desta vez ele consegue canalizar uma quantidade bem inferior. Lembrando-se das palavras de sua professora ele se sente mais determinado, o que faz com que uma explosão de energia corra por todo seu ser. Neste mesmo momento Neferet encosta em seu peito, e começa a fazer alguns símbolos antigos que quando terminados emitiam um brilho azul. Uma energia vermelha sai dos olhos de David e cega todos ali presentes, inclusive Piche, e quando o feixe de luz some, uma figura de aproximadamente um metro e oitenta e cinco. Agora seus cabelos estavam negros e seu olho esquerdo emitia um brilho vermelho ainda mais forte, sua pele estava pálida, e sobre eles havia um par de chifres, também vermelhos.
Ele estava completamente imóvel, e o brilho de seus olhos estava mais fraco, Neferet começava a se preocupar, mas aquilo podia ser normal, afinal como todos os outros, ele precisava dominar sua forma original, como todos faziam.
David estava sozinho, aparentemente em um corredor, todos haviam desaparecido misteriosamente, e ele havia voltado ao normal, estava com suas vestes habituais, e suas armas estavam em suas mãos. Ele começa a caminhar e olha para os lados, agora estava claro que ele se encontrava na escola, entretanto ele não sabia em qual ala se encontrava. O garoto nunca havia visto algum lugar na escola como aquele, um antigo corredor iluminado apenas por tochas que estavam fixadas no alto da parede, e a cada “ponto de iluminação” o outro se tornava mais distante.
Cautelosamente ele se movia, e percebeu um peso extra, sobre seus ombros, estava um cinto porta munições carregado com as capsulas que ele havia pegado de seu professor de combate a distancia. Ele não se lembrava de ter colocado desta forma, na verdade pelo que ele se lembrava, elas ainda estavam dentro de seu bolso. A reta que ele seguia chega ao fim, se tornando uma bifurcação mais acentuada. Ele caminha para esquerda, algo não muito surpreendente já que aquele era seu lado dominante.
Ele pega um de seus revolveres, deixando o segundo na cintura. Quando ele menos esperava, uma sombra surge em sua frente, assustado ele dispara duas vezes, acertando-a no ombro e no pescoço. Talvez pela tensão o primeiro tiro não havia sido muito bem direcionado. Aqueles disparos deveriam ter sido mortais, mas a figura em sua frente, continuava andando em sua direção. Assustado ele começa a correr, buscando se distanciar daquela forma sem vida que o perseguia.
Os corredores começavam a se dividir, fazendo com que um novo caminho se formasse. Paredes desciam do teto, limitando seu acesso a escola. Em sua frente um novo muro surgia, porém David foi rápido, e se jogou em direção ao chão, por tanto ele escorregou e segundos depois o caminho foi selado, mas uma nova sombria surgia a certa distancia, com olhos vermelho vivo como os do garoto. Ele tenta se levantar, contudo só agora ele havia percebido que o capuz de sua blusa estava preso ao chão.
Apavorado ele disparava em direção a sombra, e depois de cinco tiros, ela se desintegrou. Com suas mãos ele rasgou seu capuz, e voltou a correr. Já ofegante, ele continua seguindo em direção ao sul, na verdade no começo ele planejava ir para o norte, porém as paredes haviam alterado seu curso.
Ele chega na arena de combate em curta distancia e logo uma espada é arremessada em sua direção, o que faz com que ela se crave entre seus pés. Logo uma voz diz:
-Espadas são as armas características dos Ashtaar’s, para dominar sua forma, terá que aprender como lidar com esta arma, pegue-a e lute!!
David da um passo para trás, e pega a espada que estava entre seus pés, agora ele tinha a chance de observa-la e percebeu que era uma katana, negra, e em seu suporte havia uma pequena perola que emitia um brilho roxo. Sem ter muito tempo para pensar, alguém voa até ele e tenta desferir um golpe de cima a baixo. Ele da um passo para tras, e coloca sua espada na horizontal, para defender o ataque. O impacto faz com que ele se agache, e com uma força fora do comum, ele consegue projetar seu corpo para cima. Ele faz dois cortes transversais, e escuta risadas de um sádico. Um pouco de sangue cai sobre a bochecha esquerda do garoto.
Seu oponente estica sua mão, e uma rajada de fogo vai em direção do jovem ashtaar. Ele pula para o lado e antes que pudesse recuperar a guarda, sente que alguém havia golpeado seu calcanhar. Ele se agacha segurando o local de origem da dor, logo depois inicia um pequeno sangramento. A sombra se projeta na frente do garoto, que estava agachado, ele faz um corte de cima a baixo, que acerta o olho esquerdo de David, e logo depois chuta o peito do ashtaar, fazendo com que ele se choque contra a parede.
Neferet olhava curiosamente para o garoto que continuava imóvel, já havia se passado cinco minutos, e a poucos estantes uma espada havia se projetado na mão dele, logo ele vai perdendo parte de seu poder, e volta para a forma humana. Cansado ele cai no chão e volta a se mover, parecendo assustado acaba falando:
-Es-estou de volta.
Nefe suspira vendo que tudo havia voltado ao normal, exceto por uma coisa... Havia uma cicatriz em seu olho esquerdo, mas esse não era seu único problema, o pior de tudo é que ele não estava conseguindo enxergar com este olho, ele só enxergava com o direito.
-Ta legal, acho que preciso de um tapa olho.
-Só faltava isso, agora você esta cego de um olho.
-Pelo menos estou vivo, entretanto preciso fazer uma coisa.

Ele termina de falar e tira de seus bolsos algumas capsulas e começa a mexer com uma espécie de carregar em cilindro que comportava 6 capsulas em cada, assim ele poderia recarregar rapidamente. Ele coloca seis destes em cima da mesa e tira sua camisa. Neferet se vira meio envergonhada e ele coloca apenas uma blusa de frio preta com alguns detalhes vermelhos. Ele vai até a mesa aonde pega os cilindros e coloca três em cada bolso. Logo o sinal toca, o que significava que o jantar já estava a postos. Ele sorri para Nefe que vai andando na frente.
Alguns minutos depois ele assobia para Piche que voa até o ombro dele e diz:
-Hei David, vamos fazer o que agora??
-Vamos jantar, uai – ele faz uma pausa e diz – Piche... você viu a espada?? Acho que ela se chama Nigekomaru.
-Bem Day... posso te chamar assim?? Continuando... ela apareceu quando você se tornou ashtaar e desapareceu quando saiu desta forma, logo concluo que ela só aparece quando você esta na forma... demoníaca.
-Olha eu sou um Ashtaar, não um demônio.
-Ta legal, em sua forma ashtaariana

Ele fala isso, e sai do quarto indo em direção ao refeitório. Ao chegar lá ele vai até uma espécie de cesta aonde havia algumas frutas. O garoto pega uma goiaba e anda em direção a saída, mas vê algo que prende sua atenção. A loira que havia transportado-o para a escola estava sentada em uma mesa. Ele se senta ao lado dela e diz:
-Hoje você não foge de mim, pelo menos não até me dizer seu nome.
-Nossa, que maneira de se apresentar.
-Pelo que vejo ela esta funcionando – então ele começa a rir
-Seus poderes de observação não são dos melhores... Mas bem, eu me chamo Raquel, sou uma fada, e por algum motivo meu cabelo muda de cor de acordo com as estações.
-Bom, eu sou David
– ele faz uma pequena pausa e diz – sobre seus cabelos, eles são melhores que os meus são horríveis sempre.
Ela ri brevemente e diz:
- Este é o seu primeiro ano na escola??
-É... você esta aqui a quanto tempo??
-Também é o meu primeiro, mas eu cheguei uma semana antes de você
.
Ele sorri brevemente, e termina sua goiaba, se levanta e diz:
-Bem Raquel, vejo você depois, quero fazer uma coisa ainda esta noite.
-Até mais fada – desta vez era piche falando – eu sou a conselheira do Day.
Ele sorri se despedindo e anda em direção à saída da escola, ele sabia que não podia ir para lá, mas por algum motivo estava indo. Piche discordava da atitude de David, contudo ela não falava nada, queria saber o que iria acontecer, e quais eram os motivos para ele sair da escola, ainda mais a noite.
Ele saiu da escola e foi andando em direção a floresta de Ortid, o garoto sentia que deveria ir para lá. Piche mordia a orelha de David demonstrando que algo estava errado, havia uma energia sombria no ar e todos sentiam isso, mas ele continuava determinado a chegar lá, então uma pessoa surgiu em frente a eles e disse:
-Pensei que iria demorar.
-Quem é você??
-Eu... Eu sou você, apesar de ser uma forma melhorada, já que não tenho isto que você carrega.
Ele sai das sombras, e então David percebe que as únicas diferenças entre eles era que o estranho que alegava ser ele tinha cabelos negros, olhos amarelados, e sua blusa era branca e azul. Piche deu uma espécie de grunhido, mas segundos depois percebeu que a coisa que David carregava não era ela, pois se fosse, o estranho poderia ter destruído-a.
-E então David, vamos lutar ou não – disse o garoto pegando uma espécie de lança – a proposito pode me chamar de Willian, ou Will.
David pega suas armas, e aponta para Will, e logo pinche levanta voo, ela voa pela floresta, indo de volta a escola, e logo um disparo surge, fazendo com que o eco percorresse toda a floresta.
A coruja chega na escola, e bate com seu bico na janela do vice-diretor, Aleksander, que a abre fazendo com que a coruja entre no local.
-Você deve ser Pinche, a coruja robô do David.
-Eu não sou uma simples coruja robô, sou a assistente, enfim não vim aqui para isso, o Day esta na floresta lutando com uma pessoa que acabou de invadir a escola.
-Mas o que?? Isso é impossível, ele não sabe que não pode sair da escola a noite?! Vamos atrás dele!

Enquanto isso na floresta, Willian diz:
-Ora revolveres?? Guerreiros de verdade não usam esse tipo de arma.
-Vamos logo com isso.

David dispara em direção de Will, que tem seu ombro direito acertado, ele corre na direção de Day, e faz uma estocada no peito do garoto. Que joga seu corpo para o lado, escapando do golpe nos últimos minutos.
-Cadê seu pai para te defender??
-Não fale do meu pai!!

David nunca havia conhecido seu pai, e o fato de Willian tocar no assunto havia feito com que ele entrasse em um estado antes nunca visto. Ele realmente estava furioso, e deste modo uma energia correu por ele, fazendo com ele se transformasse em sua forma Ashtaar. Sua espada, Nigekomaru, surge em sua mão direita, e ele avança em direção de Will que se defende, com sua lança na diagonal. Eles olham nos olhos um do outro, e voam para o lado oposto da clareira onde se encontravam.

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Re: Volcandria

Mensagem por David B. Dorris em Sab Fev 18, 2012 6:27 pm

Volcandria Capitulo V
Os combatentes

Aleksander ainda estava em sua sala, ele buscava seu equipamento de batalha, era meio difícil de encontrar devido à quantidade de brinquedos na sala. Depois de muito procurar ele encontra seu escudo soterrado entre alguns ursinhos de pelúcia, sem pensar muito bem ele começa a sorrir, mas aí a piche o chama, trazendo de volta a realidade, apesar dele não conhecer muito bem essa palavra, devido ao seu modo meio infantil que na verdade era a forma que ele encontrava de demonstrar sua rebeldia na sociedade em que vivíamos, mesmo esta não sendo uma sociedade muito normal no mundo em que vivemos.
Ele pega seu escudo quadrado, e sente seu peso, já havia algum tempo dês da ultima vez que ele havia sido utilizado, e o jovem arcanjo não queria ser surpreendido por algum peso na mobilidade. Ele olha para a Piche e diz:
-Acho que tenho tudo o que preciso, vamos??
-Só estava esperando por você.

Piche voa pela janela e solta alguns de seus grunhidos especiais, anunciando que estava gostando daquela situação. Aleksander corre pela escola, descendo as escadas. Ele estava com pressa, afinal uma situação como aquela exigia que ele tivesse pressa. Com seu escudo ele se sente como não se sentia a muito tempo, uma mistura de ansiedade e excitação invade o corpo e a mente de Alek como se ele tivesse todos seus vasos sanguíneos dilatados, acompanhado de uma euforia, e uma nova carga de adrenalina. Era uma situação incrivelmente prazerosa, como ele havia sentido quando saiu de sua casa, devido a uma de suas varias discussões com seu pai.
O Arcanjo sai do prédio de volcandria, e percebe que Piche, a coruja assistente de David, já voava entre a mata. E Alek tinha que correr, caso quisesse acompanhar o ritmo dela. O caminho era tortuoso, com vários galhos, troncos caídos, e lodo o que fazia com que ele escorregasse a cada dois passos. Estava cada vez mais próximo da clareira aonde se encontrava Day e Will, a energia de ambos podia ser sentida no ar, e o barulho do impacto das armas podia ser escutado a distancia, além de alguns disparos ocasionais.
David estava com sua Nigekomaru, uma espada que havia surgido logo depois ele se transformar em ashtaar, mas tinha algo errado, ela era incrivelmente pesada, e seu peso aumentava a cada segundo que ele estava em batalha. Sem contar que os golpes se tornavam cada vez mais difíceis de serem executados. Então ele pensa por alguns segundos em qual seria a origem do problema.
O garoto cai em seus pensamentos, e Will acha que seria o melhor momento para atacar, ele da um soco no estomago de Day, e logo depois da uma joelhada no queixo do garoto, que cai no chão extasiado. Willian voa em direção de David, contudo, segundos antes de ser golpeado, Alek surge entre os dois e com seu escudo bloqueia o ataque. David suspira e volta a sua forma humana.
Alek segura todo o impacto com seu escudo prateado, e Will grunhiu de raiva, aquela situação não estava prevista. Ele havia planejado lutar com David não com ambos. O Jovem de cabelos negros guarda sua lança, suspira e diz:
-Vim aqui para uma batalha, e vejo que você atrapalhou isso, por tanto eu não tenho mais nada para fazer aqui. Depois nos encontraremos de novo, David e Aleksander, teremos uma nova batalha em pouco tempo.
Ele vira as costas e começa a andar para dentro das sombras, fazendo com que ele fosse engolido pelas sombras da floresta. Deixando o vice diretor confuso, e de certa forma surpresa. Ele volta para a realidade com um suspiro de dor, e quando se vira Day estava de pé, se espreguiçando. Alek o encara e diz:
-Quem é ele??
-Vamos conversar disso amanhã, que tal??
-Ah, pode ser –
ele diz revirando os olhos.
David começa a andar em direção a escola. Suas costelas estavam extremamente doloridas, e ele nem podia falar sobre seus braços que pareciam que estavam completamente dilacerado. Agora sua maior batalha era para manter seus olhos abertos. Ele estava realmente esgotado, fazendo com que o ashtaar tombasse para o lado a cada passo que dava.
Ao entrar em seu quarto, ele deixa com que seu corpo caia sobre a cama, sentindo uma ótima sensação de conforto e segurança, logo o garoto acaba caindo no sono, porem a cada segundo que ele dormia, suas dores se alarmavam, até que uma hora todo seu corpo foi consumido pelas dores, que logo se transformaram em chamas, contudo estas chamas, não faziam com que ele se queimasse, na verdade a cada segundo em que ele estava em chamas suas dores diminuíam, fazendo com que ele ficasse anestesiado, e mais forte. Completamente confortável e descansado depois de uma hora queimando, em uma temperatura que faria com que pessoas comuns se tornassem cinzas.
David se levanta, e coloca uma blusa semelhante a de Willian, logo depois ele recarrega sua arma e vai para o refeitório aonde come uma maçã. Piche pousa sobre seu ombro, e pergunta se ele estava bem. David assente com a cabeça, e vai para o quarto andar, aonde ficava a sala de Aleksander.
Ele entra na sala, e não pode evitar um sorriso, devido ao ar infantil do lugar. As paredes eram pintadas de cores vivas, que parecia o interior de uma bola de criança. Havia vários brinquedos espalhados pela sala. No local das cadeiras havia pufes que davam um ar divertido ao local. E sobre a mesa do vice-diretor estavam um prato de biscoitos e um copo de leite com achocolatado.
-Sente-se David – Alek disse de forma bem humorada.
David deixa com que seu corpo cai sobre o pufe, e enquanto isso, Piche fica bicando os biscoitos que haviam no prato. Sim, ela era uma coruja robô, mas ela tinha estomago e sistema digestivo muito avançados, que a permitiam comer e beber como uma coruja normal, mas isto só ocorria quando ela quisesse. Aleksander continua:
-Me fale daquele garoto com quem você lutava ontem.
-Bem, tudo o que ele me disse, era que era eu, e que eu podia chama-lo de Will, acho que o meu nome não é muito querido por ele. E bem, ele possui alguns sinais opostos aos meus, ele estava com as cores inversas as minhas, seu cabelo era negro, e seus olhos amarelos.
-Nossa isso é estranho, ele parece ter sido feito para lutar contra você, afinal ele é completamente oposto a você.
-A ele também disse que era uma versão aprimorada, porque eu carrego alguma coisa lá.
-Entendo, na verdade, acho que entendo bem até demais – ele faz uma pausa e continua – bem, vá para sua aula, não quero que você perca algo importante.
David se levanta, e checa seu horário, sua próxima aula seria de angeologia, a matéria lecionada pela Neferet, ele se sente aliviado por ser uma matéria conhecida. Além de que ir para um ambiente conhecido tornaria sua manhã mais agradável, apesar de que ela logo viria com perguntas a respeito do acontecimento na floresta.
Ele entra na sala, e vai direto a Neferet, seus lábios se tocam sutilmente e ele diz:
-Precisamos conversar.
Ela não esboça nenhuma reação e o jovem ashtaar se senta, porem desta vez ele estava na ultima fileira de cadeiras, ficando no canto esquerdo da sala, então ela começa a aula:
-Bem turma, angeologia é o estudo dos anjos, existem vários tipos de seres celestiais, os arcanjos, serafins, querubins, são as espécies de anjos mais conhecidas, apesar de que existem outras não muito conhecidas, e que eu não posso ensina-los.
A aula ocorre normalmente até que o sinal toca antes, do previsto, e um comunicado surge falando para todos irem ao refeitorio, pois o vice-diretor tinha um novo comunicado. Quando todos chegam no local, ele começa:
-Como todos sabem, ontem a escola foi invadida por...
Antes de ele terminar a frase, um homem entra no local. Ele estava muito machucado e completamente ensanguentado, o que deixava alguns estudantes enjoados com o que viam. David correu até ele e fez com que o estranho se apoiasse sobre ele, e disse:
-Precisamos leva-lo para a enfermaria.
Alek assentiu e foi para o outro lado do homem, fazendo com que ele também se apoiasse nele, e todos eles foram para a enfermaria aonde deixaram-o deitado. Algumas horas depois ele acorda, e diz:
-Chame o vice-diretor, preciso falar com ele.
A enfermeira corre até o quarto andar e bate na porta. Segundos depois os dois corriam para a enfermaria, aonde conversariam com o novo hospede da escola. Ao chegarem lá, ele começa a falar:
-Eu sou Dake, um arcanjo, e fui encarregado de investigar sobre os combatentes, o ultimo deles despertou noite passada, e neste momento fui descoberto, por algum motivo, ele foi despertado aqui.
O jovem arcanjo, suspira demonstrando parte de sua tristeza, e se deixa perder em seus pensamentos, ele já havia decifrado os acontecimentos, e sabia quem era o ultimo dos combatentes, então ele diz:
-Willian, este foi o ultimo dos combatentes.
-Co-como você sabe??
-Ele luto com um de nossos alunos ontem a noite, e também me enfrentou
– ele faz uma pausa – vamos chama-lo.
Agora eles se encontravam na sala de Aleksander, David, Neferet, Raquel, Aleksander e Luna estavam lado a lado quando Dake começou:
-Os combatentes estão de volta, bem antes que comecem vou explicar, combatentes é um grupo de criminosos que buscam o controle do mundo que hoje é chamado de magico, eles são formados por uma pessoa de cada raça, sendo esta o lado mais sombrio do mais forte vivo. Estão buscando o poder a muito tempo, mas é um grupo muito fragilizado porque toda a vez que nasce alguém no mundo pode alterar os seus membros.
David revira os olhos e sem entender, logo diz:
-E o que eu tenho haver com isso??
-Eu já ia associa-los a isto. Bem, vocês são os “inversos” de alguns membros dos combatentes, por tanto devem combate-los, entendeu??
-Entender eu entendi, quero saber o que eu ganho com isso??
-Você só pensa em você??
-Não, eu também penso no que me interessa agora me fale o que eu ganho com isso??
-Eu te concederei uma coisa que quiser desde que vocês tenham sucesso.
-Ta legal galera, e quando vamos começar isso, tenho uma organização para destruir.
-Você pretende ir para aonde?? Eu nem disse aonde devem ir!
-Ah sei lá, é só eu ir pra onde eu não quero que eu chegue neles, afinal ele faz o inverso de mim, certo??
-é um bom raciocínio, apesar de estar incorreto, vocês devem ir para o centro da floresta de Ortid na base de informações especiais, aonde vocês encontraram com um grupo de pessoas que investigam esta organização.
Ele se levanta, e vai para seu quarto para pegar seus equipamentos, aquela seria uma longa jornada, e ao chegar lá, é calorosamente recepcionado por Piche que logo diz:
-E ai chefe, vamos para onde??
-Nos?? Nos vamos impedir que dominem este mundo, somos fodones ao máximo, todos vão nos respeitar e nos adorar, seremos os heróis dos heróis, e faremos com que o mundo continue assim, a menos que você e seu jeito problemático tente nos atrapalhar, afinal eu sou anjo, já você é a bagunceira da turma que sempre se mete em encrenca.
-Eu?? Imagina!! Sou apenas a conselheira e a argumentativa desta dupla, sempre te salvo das encrencas e se não fosse por mim, você estaria morto, afinal você se esqueceu de quem te salvou?? Bem, ele só te salvou porque a corujona aqui chamou.
David começa a rir enquanto pega sua mochila e coloca algumas roupas, como sempre algumas calças jeans, e alguns agasalhos, por algum motivo ele não gostava muito de usar camisas e camisetas, e se sentia mais confortável com aquele tipo de roupa e também fazia com que ele parecesse mais forte. Logo depois de terminar de arrumar suas coisas, ele fala:
- E aí, a corujona aí, não vai arrumar suas coisas não??
-Meu aprendiz, eu já fui construída pronta, esqueceu??

O garoto apenas ri, e volta para a sala dizendo:
-E então, vocês já estão prontos?? Eu quero acabar logo com esses caras do mal.
Todos aqueles da sala começam a rir, e Day parece meio confuso, logo todos eles começam a ir para a saída da escola, afinal eles tinham que começar sua nova jornada, até a base da floresta, algo meio estranho, até porque todos os outros da escola nunca haviam ouvido falar nessa tal base.
Depois de uma hora e meia de caminhada, Raquel já estava sobre o ombro de Day e a Piche estava sobre o outro, enquanto ele carregava Neferet no colo e Luna ia correndo pela estrada, e os dois guerreiros conversavam:
-Sabe Alek, obrigado pela ajuda.
-Que isso cara, somos amigos, eu acho, não precisa agradecer, afinal alguém além da sua corujinha tem que te proteger.
-Isso mesmo porque a corujona aqui nunca vai ta aqui, não é mesmo chefe??
-Isso ai, vocês estão certos, mas eu sou a animação desta escola, sem as minhas encrencas tudo seria muito pacato e monótono, não é verdade??
-Ta legal, isso eu Alek, vice-diretor, tenho que admitir, você faz com que todos nos passemos vários momentos ruins nessa escola, que fazem com que ela seja inesquecível.
-É porque eu sou um cara fodones, e muito lindo, por tanto todos querem lutar comigo, já que eu sou um espécime raro.

E todos riem enquanto escutam a conversa dos dois. Minutos depois eles chegam na tão falada base. Ela era uma construção de dois andares, nas arvores, tinha cerca de vinte janelas, desse lado da casa, era a maior casa da arvore que eles já haviam vistos, por isso todos ficaram abismados com ela, e logo Pinche disse?
-Vamos entrar ou não??
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Re: Volcandria

Mensagem por David B. Dorris em Seg Fev 20, 2012 5:21 pm

Volcandria Capitulo VI
Novo Destino


-É assistente, parece que essa é a nossa única opção, eu não quero ficar aqui fora.
-Então vamos logo Day.

E como sempre Piche tinha a ultima palavra sobre David, que assentia apenas sorrindo. Ele estava pensando, afinal quando foi que a coruja robô havia conseguido tanta influência sobre ele?? O garoto queria descobrir isso, mas por mais que ele pensava nunca chegava a alguma conclusa, e por enquanto tudo que ele podia fazer era se conformar.
Todos assentem, e começam a caminhar em direção a casa da arvore ou a base que lhes foi indicada. David então começou a rir lembrando-se de alguns minutos atrás, quando ele jogou um novelo para distrair Luna, já que ela estava atrapalhando-o a pensar. Ela ficou entretida por vários minutos brincando com a peça de lã, enquanto seus amigos do grupo se divertiam com o acontecimento e pensavam sobre tudo que Dake havia lhes dito.
Ao chegarem na porta, uma ninfa sorridente olha para Alek e fala:
-Olá, com o que posso te ajudar??
-Bem, o arcanjo Dake mandou que viessemos até aqui.
-Ah... sim, o grupo a mando de Dake, entrem, entrem.
Então ela faz uma pequena reverencia, e entra na base esperando que nossos heróis [acho que exagerei agora] entrassem logo ela fecha a porta, e começa a andar pela base, apresentando-os a algumas pessoas. David olhava para a base e ficava meio intrigado com o lugar, era de certo modo avançado tecnologicamente falando, mas ele havia pensado em um local como um castelo que faria com que os visitantes ficassem intimidados só de estarem próximos daquilo e que todos ficassem pensando se realmente deveriam ir lá, entretanto aquele lugar era bastante aconchegante, com varias pessoas calorosas, o que não combinava com uma base de operações super secretas. As garotas já haviam saído de cima dele, e agora eles andavam lado a lado.
-Bem visitantes vocês vieram aqui para saber sobre sua missão sobre “os combatentes”, só que bem... Aqui é só uma recepção da verdadeira base, o centro de operações fica nas montanhas de Grotic. Fui instruída a dar para vocês um kit de acampamento individual para sua futura missão e pegar uma ficha sobre cada um de vocês com suas características para seu futuro treino. Sim, vocês receberam uma especialização, mas antes disso, chegarão na base, por tanto eu devo entregar-lhes um mapa, alguma duvida??
-Guria, minha duvida é simples... VOCÊ FICOU COMPLETAMENTE MALUCA??
-Não, eu apenas sigo ordens, e você é o... David, nesta planilha fala que você é o David. Quando vocês saírem eu entregarei o equipamento e o mapa, agora façam uma fila e comecem a falar sobre si, quero saber a arma que usam, fraqueza, raça e se sabem se transformar, se tiver algo importante para falar, é bom me dizer.
-Bom, meu nome é David, tenho 15 anos, uso duas taurus Judge, ou seja revolveres, na minha forma original surge uma espada chamada Nigekomaru, e eu não tenho a menor habilidade com ela, portanto meus ataques são mais baseados em força do que habilidade, e não sei se isso é bom, mas eu sou um ashtaar.

Ela sorri, analisa tudo, e começa a digitar em uma espécie de maquina de escrever, mas havia algumas modificações, sua tela era holográfica e fazia com que as cores mudassem de acordo com a vontade de quem escrevia dando destaque as informações que ela escrevia periodicamente.
-Meu nome é Raquel, tenho 15 anos, uso dois cetros , um de luz por eu ser uma fada e outro de água / gelo (depende da forma que uso) pelo meu elemento original, tenho apenas minha forma humana e a outra de fada e ainda estou aprendendo a usar meus poderes elementais, os utilizando tanto como defesa como ataque.
-Eu sou Piche, você esta vendo minha forma original, tenho dois dias de vida, e sou a conselheira e secretaria de David, afinal alguém tem que mante-lo longe das brigas e dos perigos, já salvei sua vida uma vez, e vejo que farei de novo em pouco tempo.
-Me chamo Luna, minha idade é um mistério, parei de contar aos 21, mas isso já deve fazer uns 500 anos, uso um cinto de ferramentas para criar minhas maquinas, gosto de ficar nas sombras, sou uma youkai e como você mesma deve ter percebido adoro ficar em minha forma animal.
-Eu sou Alek, tenho 21 anos, e uso escudos sabe aqueles grandes e quadrados, nunca tentei ir para minha forma original, na verdade eu tentava era ficar nessa minha forma atual, de humano, mas eu sou um arcanjo.
-Me chamam de Neferet, não é muito educado perguntar a idade de uma dama, pensei que alguém como você entendesse isso, enfim, eu sou um demônio, e uma diplomata, por tanto minha voz é minha arma, e minha habilidade de persuasão meu melhor ataque, devido a minha experiência, eu não só consigo acessar minha forma original, como posso controla-la completamente.

Depois de todos se apresentarem, o silencio reina na sala por alguns minutos, tudo que podia ser ouvido era o barulho da maquina em que a ninfa digitava, não era algo que ela fazia com muita velocidade, mas devido aos vários campos que ela preenchia parecia que ela tinha muita habilidade com aquilo. Ela se levanta, espreguiçando-se e diz:
-Bem acabei a ficha de todos, quando chegarem a base de comando, a verdadeira, irão receber seus dados, e descobrirão para onde irão, já mencionei que todos farão um treinamento especial?? Derrotar aquele grupo não é tão fácil como parece, agora iremos pegar seus equipamentos.
Antes que eles pudessem falar algo, ela já estava andando tranquilamente, e cumprimentando todos que ela reconhecia. Aquela Ninfa parecia ser bastante popular já que todos ali a cumprimentavam de forma bastante calorosa. O grupo chega a uma espécie de armazém e ela pega cinco mochilas, jogando uma para cada um.
-Esses sãos os kit’s, dentro de cada mochila tem uma barraca individual impermeável, um cantil, um saco de dormir e um pacote com algumas frutas desidratas e carne seca, façam bom proveito.
Eles assentem meio sem jeito, e a nossa pequena assistente a visita diz que nossa visita estava terminada, pelo menos por hoje naquele local, e era para irmos a saída, para pegar o mapa que indicaria aonde deveríamos ir para a saída, pois ela nos entregaria o mapa e prossegueriamos pela floresta de Ortid, até chegarmos as montanhas de Grotic aonde encontraríamos a base.
A ninfa nos indica a saída e ao chegarmos no local marcado, ela entrega uma esfera holográfica que quando pressionada indica a posição em que estamos e para onde devemos ir.
A floresta de Ortid tinha clima tropical, o que era bastante peculiar devido a sua localização. O dia passa muito rapidamente e logo eles decidem que iriam acampar. Rapidamente cada um deles monta sua barraca, e pega um pouco de galhos e folhas secas para fazer uma fogueira. David estica sua mão e uma labareda vai em direção ao monte de folhas, e logo Alek coloca algumas pedras em volta para conter o fogo, antes que algum deles perguntassem, David fala:
-Eu aprendi isso ontem a noite, durante a luta.
Todos sorriem, e David vai para sua barraca, ele estava um pouco cansado, ainda sentia as dores de sua luta contra Willian e sabia que haveria outras em breve. Por tanto era de si esperar que eles quisesse descansar para a próxima, já que ele estava se preparando.
Minutos depois todos adormecem, e esquecem de colocar alguém para vigiar o acampamento, deixando-os desprotegidos.
Duas pessoas andavam entre as arvores, tomando cuidado suficiente para não fazer barulho, uma delas carregava uma lança, enquanto a outra carregava luvas e uma espécie especial de botas. Seus olhos vermelhos destacavam-se na escuridão, e seus cabelos prateados indicavam que ela só poderia ser uma vampira. Com muita precisão eles alcançaram o acampamento, que estava dividido em duas partes, sendo a primeira a cem metros da segunda, logo a barraca de Alek e Day foi invadida, cada uma por um dos visitantes. Como sempre David teve a sorte, de ter a sua invadida pela garota, mas ao contrario do que ele pensava não seria uma experiência nada agradável lutar com ela. Logo ele e Alek estavam fora de suas barracas, eles conseguiram perceber quem eram as pessoas, Will, e uma vampira com uma aura bastante charmosa, que conseguia ocultar todos seus propósitos. Sua pele era bastante clara e em seu peito havia um rosário. Will disse:
-Olá David, nos revemos não é mesmo??
-É o que parece, mas o que você quer??
-Não vim para lutar, meu proposito é outro. Eu vim pra te apresentar minha nova amiga, Ashley.

David agora a olha com mais precisão, reparando em cada detalhe de seu corpo, aparentemente perfeito. Em sua pele não havia nenhuma cicatriz, e percebendo o olhar de David ela diz:
-Não me olhe assim, conheça seu lugar.
Então ela disfere um poderoso chute giratório, acertando-o no maxilar. Atordoado com o golpe, ele se levanta e fala olhando para Willian:
-Bela mulher, muito sedutora.
-Cuidado com o que diz, ela pode ser muito agressiva, a prova disso foi o chute que acabou de levar
– ele faz uma pausa, e se vira, mostrando o lado esquerdo de seu rosto, com uma grande deformação, na verdade uma queimadura – obrigado por isto.
David olha para o rosto de Will e lembra de quando aquilo havia acontecido. Em sua ultima luta, pouco após Piche sair em busca de ajuda, eles trocavam golpes ferozmente, até que Willian decide que usaria sua lança de uma forma mais eficiente, ele desenroscou uma parte de sua lança, depois outra, transformando-a em uma lança de três pontos. Quando David finalmente conseguiu se infiltrar na guarda de Willian ele puxou sua lança, que girou e dobrou, devido aos dois pontos flexíveis, acertando Day em sua panturrilha esquerda. Enfurecido ele esticou seu braço esquerdo, e da palma de sua mão saiu uma labareda que atingiu o rosto de seu oponente, deixando-o atordoado por alguns segundos possibilitando David recuperar sua posição ofensiva. Seu grito de dor ecoou pela floresta assustando vários animais que ali estavam.
Quando Day emergiu de seus pensamentos, a dupla de invasores e possivelmente, dois dos combatentes, haviam desaparecidos, e Alek o encarava:
-Você omitiu um detalhe importante de sua luta.
-Achei desnecessário, afinal esta não é uma de suas fraquezas.
-Fazer o que você já omitiu, não podemos voltar atrás, agora vamos dormir, amanhã cedo temos que chegar a base, a verdadeira.

O dia amanhece normalmente, naquela noite não havia ocorrido outras surpresas como aquela. As garotas já arrumavam o acampamento e David estava próximo a fogueira, tomando um gole da água que estava em seu cantil. Ele se espreguiça e diz:
-Vamos logo pessoas, queremos chegar nesta base ainda hoje, uhuuuul.
-Eu sou uma coruja, então não posso opinar, mas você não deveria ajudar??
-Eu até ajudaria, mas hoje cedo a Raquel implorou para poder guardar minha barraca, então eu só posso deixar.

Minutos depois, eles já estavam na trilha, enquanto Alek olhava para a esfera que indicava o caminho e guiava eles, todos seguiam alegremente e até cantavam algumas cantigas alegremente. David brincava de ser um isqueiro fazendo pequenas chamas em seus dedos e passava-os depois de esquenta-los na coluna das garotas, que o encaravam com cara feia.
Um castelo todo feito de granito preto, dentro de uma clareira que tinha uma árvore a uma distância de dois metros da outra. E do outro lado um abismo. Esta foi a visão que tiveram ao encontrar a fortaleza que era o centro de comando de todo o mundo sobrenatural. Depois de analisar um pouco, perceberam que era uma ótima localização e que até a posição das árvores havia sido pensada estrategicamente, pois elas impediriam que os inimigos se escondessem, mas ao mesmo tempo, também impediria que maquinas de guerra se aproximassem.
Ao entrarem eles foram recepcionados por um minotauro em trajes militares, que disse que eles teriam uma pequena palestra sobre o grupo que enfrentariam, e depois eles receberiam uma folha que indicaria para onde eles iriam, para que recebessem seu treinamento especial.
A palestra foi chata, e pouco duradoura, tudo o que falaram o Dake já havia explicado para eles, como o objetivo deles, e suas ações anteriores, mas tinha o lado bom de ter assistido a palestra, após ela seria entregue seus novos destinos.
Ao entrarem na sala, o primeiro a ser chamado foi David. Ele pegou seu papel que estava escrito:
“Olá jovem Ashtaar, seu destino será a Escandinávia aonde aprenderá a usar a espada como um verdadeiro Berseker”
Pasmo com o que leu, ele apenas se sentou, e viu que a próxima a ser chamada foi Raquel.
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David B. Dorris
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